quinta-feira, 25 de maio de 2017

Como as pessoam me conhecem bem

Ontem contava à minha prima o meu estado atual de irritação, mudanças repentinas de humor, falta de vontade de fazer coisas e apetites de me deixar por casa.
A pergunta dela foi a seguinte:

"Mas tens ido ao ginásio?"




(Realmente o ginásio nestas questões ajuda-me, e a verdade é que com a corrida de Alverca andei só a correr e não pus lá os pés... Mas acho que estes sentimentos estão mesmo associados ao tratamento hormonal que faço - e ainda vou fazer por mais 2 anos e meio...)

Calças e o verão

Está calor. 
Está calor mas a mim não me apetece andar de saia ou vestido todos os dias. Digam o que disserem, para mim, calças é mais prático. Agora, com este calor as dezenas de calças justas de ganga e derivados que tenho, simplesmente, não funcionam.

Comecei a olhar para as calças de verão (de tecido leia-se) que tenho:

1- Umas lindas às flores, tipo seda, onde encontrei um rasgão...
2- Umas linda às flores que ficaram curtas depois de fazer a baínha...
3- Umas verdes que quase não me servem nas pernas (perna grossa agora é o que dá)
4- Umas baggy que ao por um elástico novo na cintura ficaram apertadas...
5- umas pretas, que pronto, são pretas e no verão não gosto...

Cheguei rapidamente à conclusão que tenho que parar de comprar calças para o ginásio e passar a comprar para o dia a dia porque realmente é o que me faz falta.

Pesquisei um bocadinho e percebi também que o que está a dar este ano são calças largas mas curtas, que eu detesto, mas que faz com que aquelas número 2 ali de cima estejam aceitáveis.
Ainda assim encontrei estas que quero ir ver às lojas:

Berska

Berska

Berska

Mango

Stradivarius

Stradivarius

Stradivarius
Não fui ver à Zara porque o site não estava a funcionar bem. Mas tenho a certeza que há pra lá muita coisa bonita e para o meu gosto.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quem diria que fazia os 10

Depois deste post fui mais um dia para o Jamor. Pensei em correr 5/6km, mas depois de falar com a Agridoce (expert em corridas) decidi só dar uma voltinha para descomprimir. 

Estava um vento descomunal que nem conseguia correr. Decidi parar quando senti as pernas cansadas e ficar a fazer alongamentos na relva. Alongar bem as pernas e pensar nos 10km que ia fazer 3 dias depois, ou seja no domingo.

Durante sexta e sábado estive nervosa. Correr 10km põe-me nervosa, especialmente quando não me sinto fisicamente preparada, ou psicologicamente motivada... Tenho andado numa fase menos boa, mais irritada, de mau humor e com vontade de não fazer nada. Sentia o meu corpo cansado e também não andava a dormir como deve ser.
Na sexta à tarde o N. (o culpado da corrida) encontrou-se comigo em Lisboa e deu-me os kits. Obrigada. Agora: porque é que kits de corrida vem com biscoitos super bons de uma pastelaria local??
Sexta e sábado não houve excessos. Nada de álcool, nada de doces, comida saudável e proteína boa. Tive uma festa de anos mas felizmente a aniversariantes é vegetariana, intolerante à lactose e ao glúten, então só havia coisas saudáveis, até o bolo.

Domingo à noite comi a típica massa com frango grelhado, dicas do treinador. Fui dormir cedo, mas antes preparei a roupa e acessórios para a corrida e fiz uma mega panqueca proteica para pequeno almoço.

Se não fosse o Mr. não tinha acordado. Enganei-me a por o despertador... Além disso, o fofinho, ficou uma hora a por as músicas que escolhi no i-pod, enquanto a princesa dormia.
Eram 8:30min. da manhã de domingo e já estava em Entrecampos na casa da minha mate. Não sei como a convenci a ir à corrida, foi a estreia dela nos 10km.
Rumamos a Alverca.

A 25min. do início da corrida, estávamos nós na partida, a trocar as últimas impressões, quando de repente me dou conta de que tinha o meu relógio cardio-frequencímetro mas me faltava a banda para medir o batimento cardíaco! Tinha-o deixado no carro... Lá vou eu disparada para o carro, que estava a quase 10min. de distância... 

"Vai a correr, sempre fazes o aquecimento" - disse-me a outra amiga mais experiente na coisa.
Assim fiz. Numa corridinha cheguei ao carro em 3 tempos, pus a fita à volta das costelas e voltei a passo. Dos nervos já tinha a bexiga cheia. Ninguém corre 10km com a bexiga assim...impossível. Avistei uma galp e foi a minha salvação.
O tempo estava encoberto, ótimo para correr, embora demasiado abafado.
Quando cheguei à beira delas já faltavam apenas 10min. para começar. 
Muito rapidamente espalhei protetor solar +50 por toda a pele, pois branca como sou, sabia qual seria o resultado caso não pusesse. Efeito camarão certo.

Começamos a corrida calmamente.
A C. deixou-nos logo à partida pois tinha um objetivo a cumprir. 
Os primeiros 4kms foram, a meu ver, pacíficos. Tinham passado 26min. quando chegamos ao abastecimento de água dos 4km. Toda a água que entornei em mim enquanto bebia soube-me pela vida, visto que, sensivelmente depois das 10:30 o sol espreitou e o calor dificultou a nossa tarefa. 
Os kms seguintes foram feitos debaixo de sol, sem vento, nas pistas da força aérea. Gostava de saber quem teve esta brilhante ideia de nos por a correr num descampado, tanto tempo, ao sol, com uns militares a olhar para nós (que até podiam ser giros mas nem vi, tal já era o cansaço). A mate quebrou o ritmo nesta parte. Não pelos militares, infelizmente. Os meus pés latejavam de calor e sentia a cara a ferver! As pistas acabam já ali - pensava eu. Enquanto pensava verbalizava para incentivá-la. 
Mas não, as pistas não acabavam "já ali"... foram 3 árduos kms assim.

Quando finalmente vimos o final das pistas entramos em terra batida. A sério? Terra batida? Valeram-nos os voluntários da prova, sempre sorridentes e incentivadores e os "amigos" que vamos fazendo pelo caminho, mandando uma ou outra piada. Falei o caminho inteiro, mas a mate foi parca em palavras. Estava em sofrimento. 
Entramos no último km e eu estava mesmo a ficar cansada... Pensei em andar quando vi que tinha que fazer a subida da ponte de regresso. Não sei onde arranjei forças, mas não parei, diminui apenas o ritmo. Entretanto avisto o N., em sentido contrário. Já tinha terminado a prova e voltou para trás para incentivar quem ainda não tinha terminado. Sempre bom quando alguém faz isto. 

Deviam faltar uns 600m e veio nova subida.
Aqui fraquejei. Ainda cheguei a dar 4 passos mas a mate abriu a boca para me dizer "nem penses que agora no fim vais desistir". E não desisti. Seguimos as duas, devagar devagarinho na subida e quando descemos vimos a meta... que sensação boa! Que euforia! 
Na reta final a C. (que já havia terminado) juntou-se a nós e passamos as 3 a meta de mão dada. 
Que lindo! Foi ideia minha... 
É simplesmente indescritível o sentimento de superação pessoal!


Depois da sessão de fotos aproveitamos os balneários municipais para tomar banho e seguimos para Arruda dos Vinhos, onde nos esperava presunto para negra, bacalhau assado e costeletão na brasa.
Saímos de lá a rebolar. 


p.s 1. - Pra quem quiser comer bem o restaurante chama-se O Fuso. E não é bom, é excelente.

p.s. 2 - A prova foi dura, mas se não fosse não teria piadinha nenhuma! Experimentem correr sempre no mesmo registo... é mentalmente mais cansativo. As mudanças obrigam o corpo a adaptar-se e isso é bom!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Onde fazem bebés

Tinha posto na minha agenda (obrigada Google), há 3 anos atrás, que em Maio de 2017 tinha que me dirigir à MAC, a para prolongar o congelamento dos meus ovócitos. O normal é ficarem 3 anos, no caso de se precisar de mais anos, tem-se mesmo de ir lá e pedir para prolongar o tempo, caso contrário, vão direitos para o lixo.
Ontem estava a passar lá perto e achei que era a altura ideal para lá passar. 
Entrei e disse a que departamento queria ir. 

"Departamento de genética" - disse eu. O senhor ficou a olhar para mim com cara de quem não estava a perceber o que eu estava a dizer.

Nuns segundos fez-se um clique. Não é genética! Isso é a cena da mutação e é na Estefânia... "Não! Não é genética que eu quero. Ai... não me lembro do nome..."

"Ginecologia?" - perguntou o segurança.

"Não, não é ginecologia - disse eu a rir-me - Não me lembro do nome..."

De repente intervém o segundo segurança: "Deixa a senhora pensar."

Nesta altura começo a sentir um calor imenso. Estava a corar. Queria dizer que é onde se fazem bebés, mas dizer assim parece estúpido.

"Sabe lá ir ter? Se souber entre e vá." - perguntou o 2º segurança.

Mas eu já não me lembrava como chegava lá. Foi há 3 anos.

"Não me estou a lembrar. Não é genética mas é parecido... é onde se faz... eeeerrrr... é onde se congelam ovócitos..." - disse eu, ainda mais vermelha que antes, num tom de triunfo.

"Ah fertilidade! Quer ir para a fertilidade!"

Eu ri-me. Parecido com genética, dizia eu... só na minha cabeça... onde anda tudo ligado...



Porque é que fico imensamente corada? Não sei.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Que andas a fazer L das horas?

Ando a treinar para a corrida e ando a deprimir exatamente pelo mesmo motivo.

Os 10 dias de férias que tirei no mês passado (depois conto-vos como foi a viagem) não ajudaram nada, comi e bebi com fartura e agora o rabo pesa-me. Estou lenta e não consegui ainda chegar aos 10km nos treinos. Acho que a mente me anda a atraiçoar.
Ainda assim, tenho feito corridinhas. Na viagem inclusive... ora atentem:

Pré-férias

Em Amesterdão

Em Bruxelas 

De volta aos treino indoor

Na Cidade Universitária

Com um conterrânea que descobri no IG

Sozinha no Jamor, enquanto esperava pelo Mr.

Se não voltar cá depois de domingo é por faleci algures por Alverca.
(N. a culpa viverá para sempre contigo)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Porque não há só o Pinheiro...

Há algum tempo que comecei a reparar em grafitis a três dimensões por Lisboa. Não sabia quem os fazia, mas adorei sempre a forma como tinham sido feitos. Uma imaginação do outro mundo, utilizando lixo para criar imagens de relevo nos muros sem graça.
O primeiro que vi foi este, em Alcântara Terra.


Depois vi este no LxFactory.


De facto é altamente inovador o trabalho do Bordalo II. Não se limita a representar o mundo animal, mas conseguiu também criar uma sátira social em muitos dos seus trabalhos. Ora vejam: 

Our gift to Mother Nature

TMPFES ( Tráfico de Mulheres para Fins de Exploração Sexual)

Vaso de entulho ou Contentor de flores?

Trashburger

Heart Attack 

Gecko @ Alcântara, Lisboa

Red Squirel
Piece done in Dublin, Ireland

Trasherpillar 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Sobre as palavras que me escrevem

Este blogue fica parado um montão de tempo, mas depois escrever um post (como o de ontem) e receber um mail como o que recebi da Esparvoada, bem, é gratificante e compensa todo o tempo que passo aqui a escrever.
É simplesmente fantástico.

Muito obrigada a toda a gente que deixou umas palavras reconfortantes.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Bomba [relógio]

A partir do momento em que temos um cancro e passamos por ele como se fosse uma pista de obstáculos, que ele nos persegue para todo o sempre. Além de ficar na história o nosso dia a dia vai sendo pautado por exames de rotina (ecografias, mamografias, ressonâncias magnéticas), colheitas de sangue, sensibilidade nas cicatrizes, comprimidos, idas ao hospital pra levantar mais comprimidos e mais uma data de coisas.
A juntar a esta panóplia de coisas apareceu-me a parte da genética. Em outubro tive a confirmação da minha mutação genética ao BRCA1, ontem tive a confirmação (ou quase) de que esta mutação é hereditária e está associada ao cancro da mama.

Há uns meses, a médica da genética pediu-nos que colhêssemos sangue à única tia-avó viva (irmã da minha avó) que já estava com 90 anos e bastante mal de saúde, para que se pudesse fazer a análise e ver se ela também teria a mutação.
Há uma semana recebi uma convocatória de consulta para mim e para ela. Infelizmente para ela já não veio a tempo, mas o seu contributo foi preciso. A mutação também existia nela, logo, chegamos à conclusão que é hereditária e aparentemente estará associada ao cancro da mama, uma vez que ela também o teve, aos 84 anos.


A médica chamou-me bomba relógio.
Preferi focar-me na bomba e esquecer o relógio.
Gosto dela, mas tem o seu "quê" de loucura e filtro muito o que me diz. Por ela íamos tirando "peças" de modo a reduzir as minhas probabilidades (que são altas) de voltar a ter cancro, não só na mama, mas também nos ovários ou noutros locais de que doutora já me falou. Infelizmente, como ela disse, não posso viver sem estômago ou pâncreas (caso contrário ela aconselhava a tirar).

Por ela faço cirurgias de remoção de mama e ovários.
Põe as coisas de uma maneira que parece simples.
Mas não é.
De todo.

Tomei uma decisão acerca disto já há alguns meses.
E até agora não se alterou.

Esta fotografia tem 2 anos. Ainda não havia cabelo, mas havia cara e mãos inchadas. Parece que foi há imenso tempo. 
Estou tão diferente. 
É uma metamorfose contínua.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Final do 1º desafio fit

Pois é que foi num "instante" que passaram os três meses de desafio.
Passou literalmente a correr!
Os exercícios foram do mais variado possível, não pensei sequer que íamos ter metade da motivação que tivemos. Fomos brilhantes durante três meses.
Partilhamos exercícios, dores, vitórias e conquistas, tempos, desalento por vezes, mas com as palavras amigas que recebemos o desalento transformou-se em motivação.
Os resultados disto, além desta "amizade fit", foram bem visíveis em cada uma de nós. Mais força, mais flexibilidade, menos preguiça, melhores tempos, mais saúde e umas formas mais bonitas.

O saldo foi tão positivo que prevejo um 2º desafio daqui a uns tempos.
Mais alguém gostava de participar?


Já agora os resultados:

obiquínidourado #catarina (78)
Sofia (57)
Vera (51)
Ldashoras (50)
Andreia (43)
imtalkingwithmyself (37)
Agridoce (26)

Houve duas desistências, mas esperamos que no próximo voltem em força ;)